Mostrar mensagens com a etiqueta Flora Figueiredo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Flora Figueiredo. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 9 de março de 2015




Respeite o silêncio a omissão, a ausência. 
É meu movimento de deserção. 
Abandonei o posto, rompi a corda, desacreditei de tudo. 
Cansei de esperar que finalmente um dia, minha fotografia 
fizesse jus ao seu criado-mudo. 





 Flora Figueiredo
 (Foto de Josephine Cardin)

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Pena capital



Deixe a luz acesa, que eu estou com medo de mim. 
Bati a porta errada, 
disse a palavra inadequada,
 queimei o filme,
 rasguei o cetim. 
Hoje eu tropecei na própria sombra,
errei a mira, 
quebrei o cristal. 
Se alguém me disser que não faz mal, 
quem sabe eu me convença 
e anule de vez essa sentença
 que determina minha pena capital. 




 Flora Figueiredo
 (Foto de Katia Chausheva)

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Portas entreabertas


Não deixes portas entreabertas
Escancare-as.
Ou bata-as de vez.
Pelos vãos, brechas e fendas.
Passam apenas semiventos.
Meias verdades
E muita insensatez.


Flora Figueiredo

sábado, 17 de novembro de 2012

Lugar marcado


Sempre no mesmo lugar,
as cadeiras vazias questionam seu enredo.
Estão vazias dos que saíram cedo
ou daqueles que resistem em chegar?



Flora Figueiredo