Acordo sem o contorno do teu rosto na minha almofada, sem o teu peito liso e claro como um dia de vento, e começo a erguer a madrugada apenas com as duas mãos que me deixaste, hesitante nos gestos, porque os meus olhos partiram nos teus
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Sobre a cegueira estar cega
Por que foi que cegámos?
Não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão.
Queres que te diga o que penso?
(...)
Penso que não cegámos, penso que estamos cegos,
Cegos que vêem, Cegos que, vendo, não vêem.
José Saramago
(Ensaio sobre a Cegueira)
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
De repente
O momento das carícias voltou a entrar no quarto, pediu desculpa por ter-se demorado tanto lá fora, Não encontrava o caminho, justificou-se, e, de repente, como aos momentos algumas vezes acontece, tornou-se eterno.
José Saramago
sábado, 22 de setembro de 2012
Eis o que dói
No coração, talvez, ou diga antes:
Uma ferida rasgada de navalha,
Por onde vai a vida, tão mal gasta.
Na total consciência nos retalha.
O desejar, o querer, o não bastar,
Enganada procura da razão
Que o acaso de sermos justifique,
Eis o que dói, talvez no coração.
José Saramago
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Sem palavras
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