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sábado, 23 de maio de 2015



Joan Miro


No auto-retrato que me faço
 - traço a traço -
 às vezes me pinto nuvem, 
às vezes me pinto árvore
 às vezes me pinto coisas
 de que nem há mais lembrança 
ou coisas que não existem 
mas que um dia existirão 
 e, desta lida, em que busco
 - pouco a pouco - 
minha eterna semelhança,
 no final, que restará? 
Um desenho de criança 
 Corrigido por um louco! 





 Mario Quintana

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015




- Abandonou-te?
 - Pior ainda: esqueceu-me



 (lá fora começaram a florir as magnólias)





 Mario Quintana
 (Foto de Laura Makabresku)

segunda-feira, 21 de março de 2011

Dia de Poesia




Um poema
sem outra angústia que a sua misteriosa condição de poema.
Triste
Solitário
Único

Ferido de mortal beleza.


Mário Quintana

sábado, 23 de janeiro de 2010

Uma lágrima

Ergo os braços, escorre-me o riso pintado
E uma pura lágrima
Que estoura como um balão.

Mario Quintana

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Vestígios de mim




Na mala que nem o Anjo da Guarda,
Nem o Delegado do Distrito,
Nem eu mesmo consigo encontrar,
Está a minha imagem única, fechada a chave-
E a chave caída no fundo do mar!
Não adianta chamar escafrandos,
Nem homens-rãs,
Nem a sereia mais querida,
Nem os atenciosos hipocampos, de que adianta?!
Não existem vestígios de mim...
Mario Quintana