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domingo, 13 de março de 2011

Por isso




Não apagues a tua boca agora. Quero desenhar-me rosa-dos-
ventos na vela do teu peito e sairmos de olhos fechados
para a aventura sem âncoras de circum navegação terrestre.

Neste quarto, as mãos perdem a razão. Neste quarto, as mãos
são meramente mãos. Não apagues a tua boca agora.

É quente a noite dos nossos corpos. Por isso dormimos sobre
a água. Por isso nos evaporamos como se uma canção antiga
Por isso a terra inteira.



Vasco Gato

terça-feira, 1 de março de 2011

Cerco Voluntário


O cerco dos teus olhos é o meu país voluntário.
Prescindo de resolver a noite na ânsia cardeal de te marginar.
Ao fundo, as linhas inquietas com que se desmancha a chuva.
Depois, o fôlego urgente de um elemento mais descuidado:
o teu nome crescido sem letras,
desmantelado às cegas por poços e tendões.

Vasco Gato

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Diz que sim




Quando te beijo o beijo que tu me beijas
é que a flor envolve a terra que toca a flor



E é só a forma de os meus lábios dizerem que sim
e de os teus lábios dizerem que não
que não houve tempo antes de nós


Vasco Gato


sábado, 20 de novembro de 2010

Não deixes

Não deixes que o meu rosto se dissolva nas tuas mãos,
insiste no meu nome até que o mar ascenda à tua boca.





Vasco Gato

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Dias assim




... Quando tens frio,
risco-me como fósforo
na tua pele ondulada.
E dá-se o acidente nas gavetas...


Vasco Gato

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Onde te esperar

Quero de ti o que for simples
um aceno um postal
o teu nome numa concha
Ter apenas isto:
um banco de jardim
onde te esperar
e esperar

Vasco Gato

terça-feira, 4 de agosto de 2009