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quarta-feira, 27 de março de 2019

desassossego



Tu vens todos os dias à noitinha 
e despes-te com tanta lentidão 
com tanta lentidão que se adivinha
 a forma do teu próprio coração

 E quando vais é já noite fechada 
não sei se vou ficar se vou sair
 não posso ter a alma sossegada
 sem saber se amanhã tornas a vir 






 David Mourão-Ferreira

terça-feira, 16 de agosto de 2016

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

terça-feira, 7 de julho de 2015




É quando um espelho, no quarto,
 se enfastia; 
Quando a noite se destaca 
da cortina; 
Quando a carne tem o travo
 da saliva, 
e a saliva sabe a carne 
dissolvida; 
Quando a força de vontade
 ressuscita; 
Quando o pé sobre o sapato 
se equilibra 
E quando às sete da tarde
 morre o dia
 - que dentro de nossas almas 
se ilumina, 
com luz lívida, a palavra 
despedida. 






 David Mourão-Ferreira
(Foto de Katia Chausheva)

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

E veludo


Depois de tudo ser tudo
quando a pele é mais que pele
toda velada e veludo
só me pedes que te vele



David Mourão-Ferreira

terça-feira, 11 de maio de 2010

Pele

Quem foi que à tua pele conferiu esse papel
de mais que tua pele ser pele da minha pele




David Mourão Ferreira

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

sábado, 4 de julho de 2009