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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

não sabe



Diz que não sabe do medo da morte do amor 
 diz que tem medo da morte do amor
 diz que o amor é morte é medo
 diz que a morte é medo é amor
 diz que não sabe 






 Alejandra Pizarnik
(Foto de Ezgi Polat)

quarta-feira, 21 de março de 2018

um poema




Escribí un poema. No tiene ninguna importancia. Soy una enorme herida. 
 Es la soledad absoluta. No quiero preguntar por qué. 






 Alejandra Pizarnik

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

um pretexto para o silêncio




Se espera que la lluvia pase. Se espera que los vientos lleguen. Se espera. Se dice. Por amor al silencio se dicen miserables palabras. 
Un decir forzoso, forzado, un decir sin salida posible, por amor al silencio, por amor al lenguaje de los cuerpos.
 Yo hablaba. En mí el lenguaje es siempre un pretexto para el silencio.
 Es mi manera de expresar mi fatiga inexpresable 






 Alejandra Pizarnik

sábado, 1 de julho de 2017

nada






la muerte se muere de risa 
pero la vida se muere de llanto pero la muerte pero la vida
 pero nada nada nada 






 Alejandra Pizarnik
 (Foto de Anka Zuravleva)

quarta-feira, 31 de maio de 2017




Hay cicatrices que se rebelan para volver
 a su condición primera: heridas. 








 Alejandra Pizarnik

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017




Soñé que me miraba y que me sonreía como quien oye dulces mentiras. 
 Era tan cierto que tenía que ser mentira. 






 Alejandra Pizarnik

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017




Alguma vez 
alguma vez talvez 
me irei sem ficar
 me irei como quem vai 






 Alejandra Pizarnik

domingo, 5 de fevereiro de 2017

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017




Llena con tu sol el vacío de tus noches

 Llena con tu silencio el vacío de tus palabras






 Alejandra Pizarnik

sábado, 10 de dezembro de 2016

Diários




Toda la noche me abandonas lentamente como el agua cae
 lentamente. Toda la noche escribo para buscar a quien me busca. 

 Palabra por palabra yo escribo la noche 







 Alejandra Pizarnik

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Diários




y nos iremos en um corazón que espera 
amarrado al borde de un precipicio 


(os diários
sempre os diários)



 Alejandra Pizarnik
(Foto Isabelle Huppert)

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Diários



Mata su luz un fuego abandonado. 
Sube su canto un pájaro enamorado. 
Tantas criaturas ávidas en mi silencio
 y esta pequeña lluvia que me acompaña 







 Alejandra Pizarnik

terça-feira, 18 de outubro de 2016




Apaixonar-se sozinha é apaixonar-se pelo silêncio. 
 Um silêncio com fumos e espelhos.
 O amor, se é alguma coisa, é dos que se olham. 







Alejandra Pizarnik

terça-feira, 6 de setembro de 2016




Num muro branco desenhas as alegorias do repouso, e é sempre uma rainha louca jazendo sob a lua sobre a triste erva do velho jardim. 
Mas não fales dos jardins, não fales da lua, não fales da rosa, não fales do mar. Fala do que sabes. 
Fala do que vibra em tua medula e produz luzes e sombras no teu olhar, fala da dor incessante dos teus ossos, 
fala da vertigem, fala da tua respiração, da tua desolação, da tua traição. 
É tão obscuro, tão em silêncio o processo a que me obrigo.
 Oh! Fala do silêncio! 






Alejandra Pizarnik
 (Foto de Ezgi Polat)