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terça-feira, 1 de outubro de 2019

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018




Não quero pensar, nem ser amado, nem ser feliz, nem recordar. 
Só quero sentir esta luz nas minhas mãos 
e desconhecer todos os rostos
 e que as canções deixem de pesar no meu coração
 e que os pássaros passem diante dos meus olhos e eu não note que se foram.






 Antonio Gamoneda
(Foto de Cristina Coral)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016




Estendo meu corpo sobre as madeiras gretadas pelas 
lágrimas, cheiro a linhaça e a sombra 

 Ah, a morfina no meu coração: durmo com os olhos 
abertos diante de um território branco abandonado
 pelas palavras 







 Antonio Gamoneda

domingo, 9 de outubro de 2016




O dia vai entrando no quarto calcinado. Foi inútil a
 sutura negra. 

Resta um prazer: ardemos
 em palavras incompreensíveis. 






 António Gamoneda

domingo, 13 de dezembro de 2015




Há uma erva cujo nome não se sabe; assim foi a 
minha vida. 

Regresso a casa atravessando o Inverno: esquecimento 
e luz sobre as roupas húmidas. Os espelhos estão
 vazios e nos pratos cega a solidão. 

 Ah a pureza das facas abandonadas. 






 Antonio Gamoneda

domingo, 30 de novembro de 2014

Da melancolia



Alguém entrou na memória branca, na imobilidade
 do coração. 
 Vejo uma luz debaixo da névoa e a doçura do erro
 faz-me fechar os olhos.
 É a ebriedade da melancolia;como aproximar o
 rosto de uma rosa doente, indecisa entre o perfume e
 a morte 




 Antonio Gamoneda

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Noites Assim



Uma fria paixão endurece minhas lágrimas.
Pesam as pedras em meus olhos:
alguém me destrói ou me ama.





Antonio Gamoneda