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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Não posso adiar o coração


Este homem que pensou
com uma pedra na mão
tranformá-la num pão
tranformá-la num beijo
Este homem que parou
no meio da sua vida
e se sentiu mais leve
que a sua própria sombra




António Ramos Rosa

sexta-feira, 15 de março de 2013

Alguém escreve sobre os espelhos da sombra


A noite chega com todos os seus rebanhos
  Uma cidade amadurece nas vertentes do crepúsculo
Há um íman que nos atrai para o interior da montanha.
  Os navios deslizam nos estuários do vento.
Alguma coisa ascende de uma região negra.
Alguém escreve sobre os espelhos da sombra.
A passageira da noite vacila como um ser silencioso.
  O último pássaro calou-se. As estrelas acenderam-se.
  As ondas adormeceram com as cores e as imagens.
As portas subterrâneas têm perfumes silvestres.
Que sedosa e fluida é a água desta noite!
Dir-se-ia que as pedras entendem os meus passos.
Alguém me habita como uma árvore ou um planeta.
  Estou perto e estou longe no coração do mundo



António Ramos Rosa

quarta-feira, 18 de julho de 2012

sábado, 19 de novembro de 2011

Sim...




...é um arco de sombra, quente e trémulo.

É um copo de vinho com o meu sangue e o sol.


Antonio Ramos Rosa