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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015




Faz-te forte. Hoje é preciso fingir. 
 Não te mostres, nem mesmo ao simpático desconhecido. 
 Mantém-te alerta ou cometes os mesmos erros na forma idêntica. 
Agarra-te bem. Como na montanha russa.
 Nunca se sabe quantas quedas tem a viagem. 
 Tem pressa em ser amanhã. É lá que habita a nudez. 
 E todas as coisas puras que existem, não em ti, não desta maneira. 
 Limpa a imundície. Sobretudo, entre os olhos e a boca. O lugar escuro; do medo.
 Preenche esse espaço com compotas e mel. E não fiques à espera. 
 Alguma língua há-de descobrir-te o rasto. 




 Cláudia Lucas Chéu
(Foto de Laura Makabresku)

sábado, 13 de dezembro de 2014

Dos estilhaços


As meninas armadas são as mais belas,
 têm no coldre uma arma
 lotada de munições, 
pronta a ser sacada em inúmeras situações. 
As meninas armadas não fazem rimas 
Dão tiros nos poemas
 e mandam autopsiar o corpo para reaverem as balas 





 Cláudia Lucas Chéu