Cláudia Lucas Chéu
Acordo sem o contorno do teu rosto na minha almofada, sem o teu peito liso e claro como um dia de vento, e começo a erguer a madrugada apenas com as duas mãos que me deixaste, hesitante nos gestos, porque os meus olhos partiram nos teus
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quinta-feira, 15 de novembro de 2018
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Faz-te forte. Hoje é preciso fingir.
Não te mostres, nem mesmo ao simpático desconhecido.
Mantém-te alerta ou cometes os mesmos erros na forma idêntica.
Agarra-te bem. Como na montanha russa.
Nunca se sabe quantas quedas tem a viagem.
Tem pressa em ser amanhã. É lá que habita a nudez.
E todas as coisas puras que existem, não em ti, não desta maneira.
Limpa a imundície. Sobretudo, entre os olhos e a boca. O lugar escuro; do medo.
Preenche esse espaço com compotas e mel. E não fiques à espera.
Alguma língua há-de descobrir-te o rasto.
Cláudia Lucas Chéu
(Foto de Laura Makabresku)
sábado, 13 de dezembro de 2014
Dos estilhaços
As meninas armadas são as mais belas,
têm no coldre uma arma
lotada de munições,
pronta a ser sacada em inúmeras situações.
As meninas armadas não fazem rimas
Dão tiros nos poemas
e mandam autopsiar o corpo para reaverem as balas
Cláudia Lucas Chéu
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