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terça-feira, 19 de setembro de 2017




talvez me vá embora 
sem que ninguém dê por isso.

 assim um pássaro
 descansando do voo
 num verso da noite. 

 às vezes a alma gosta
 de trair a morte.






 Emanuel Jorge Botelho
(Foto de Laura Makabresku)

sábado, 5 de dezembro de 2015




ando, por aí, com a memória magoada, 
desavindo com o presente, farto de palavras engomadas para o futuro.

 o hoje é um tempo entre aspas, 
o amanhã um buraco negro de reticências






 Emanuel Jorge Botelho