Mostrar mensagens com a etiqueta Gonçalo M. Tavares. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Gonçalo M. Tavares. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 13 de maio de 2020

amar



Amar é ver diferente 
Depois fica-se cego 
Mas primeiro é ver diferente







 Gonçalo M. Tavares

sábado, 2 de abril de 2016

terça-feira, 3 de novembro de 2015




- Não é correcto tocares assim nas coisas
 - dizia-lhe a mãe. 
- Então, como se toca?
 - Com menos força, agarrando menos. Não te envolvas tanto. 






 Gonçalo M. Tavares

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Definitivamente


Como se da boca de um louco, há muitos anos desprovido de razão, saísse de súbito uma fórmula verbal capaz de explicar finalmente o mundo, certos encontros do acaso juntam, definitivamente, e depois de muitos anos de desespero e desencontros, um homem e uma mulher.



Gonçalo M. Tavares

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

12.12.12

 

 
O coração tem em certos dias um orçamento incomportável
 


Gonçalo M. Tavares

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Da invisibilidade


Às vezes escondo-me no corpo e ninguém me vê. 
As pessoas falam comigo e não notam que eu não falo com elas. 
Posso até dizer algumas palavras, 
posso até exprimir-me num longo discurso, 
mas a verdade é que não falo com elas. 
Estou escondido algures no meio do meu corpo.


Gonçalo M. Tavares

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O coração desafinado


O coração necessita de afinação, como os rádios.
Por vezes, em simultâneo, executamos duas canções,
e uma perturba a outra,
e não é bom para os ouvidos.
Mas qual o botão que afina o coração?
Não é assim tão fácil.





Gonçalo M. Tavares