era um corpo feito às mãos
Acordo sem o contorno do teu rosto na minha almofada, sem o teu peito liso e claro como um dia de vento, e começo a erguer a madrugada apenas com as duas mãos que me deixaste, hesitante nos gestos, porque os meus olhos partiram nos teus
Mostrar mensagens com a etiqueta João Miguel Fernandes Jorge. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta João Miguel Fernandes Jorge. Mostrar todas as mensagens
sexta-feira, 20 de outubro de 2017
quarta-feira, 5 de abril de 2017
o lado errado da noite
Às vezes apetece-me desejar a mim mesmo boa-noite,
antes de me virar sobre o meu lado direito,
que é o lado em que sempre penso trazer o coração
João Miguel Fernandes Jorge
quinta-feira, 16 de março de 2017
domingo, 5 de julho de 2015
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
A memória da pele
Acabei hoje o sabonete cujo uso iniciaste aquando
o teu último banho cá em casa. Ficaram coisas que
te pertencem e que não sei se deva guardar,
a saber: um candeeiro, um desenho, uma fotografia.
Outras coisas ficaram
alguns discos e já não sei que livro. Não ferem
tanto. Há ainda a memória da pele, o amarelo dos
olhos e algumas expressões do teu português falado.
Mas estas últimas coisas já se confundem com o
espírito da casa, quero dizer-te com a poeira da
casa.
João Miguel Fernandes Jorge
Subscrever:
Mensagens (Atom)




