Acordo sem o contorno do teu rosto na minha almofada, sem o teu peito liso e claro como um dia de vento, e começo a erguer a madrugada apenas com as duas mãos que me deixaste, hesitante nos gestos, porque os meus olhos partiram nos teus
Mostrar mensagens com a etiqueta Ruy Cinatti. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ruy Cinatti. Mostrar todas as mensagens
domingo, 20 de agosto de 2017
quinta-feira, 25 de maio de 2017
Onde estará?
Eu estou sempre aqui.
Eu estou sempre
aqui.
Eu estou
Sempre
aqui.
Telefona-se.
Não está.
Ruy Cinatti
(Foto de Natalia Drepina)
segunda-feira, 2 de março de 2015
Venham ver, venham,
a minha oculta ferida.
Tem rebordo roxo
e paixão ao meio.
É bonita e quero-lhe muito.
É flor de passiflora à botoeira
da pele que subpulsa,
que repulsa,
meus audiovisuais que aguentam tudo:
minha náusea, meu coração-culpa.
Brinco enquanto finjo um outro assunto.
Rif-raf é um brinquedo de criança
ou nada quer dizer
senão imagem onomatopaica.
Diagrama, indica infecção
palustre de água-viva e memória
tão secreta que não mata.
Vê-se e não se vê
a minha oculta ferida.
Mas tem cruzes e espinhos.
No centro uma gota brilha
rocio
ou som murmurado
que se transmite sem pedir palavra.
A minha ferida sangra
como que entornada.
Venham ver, entrem,
que não se paga nada.
Ruy Cinatti
Subscrever:
Mensagens (Atom)


