Mostrar mensagens com a etiqueta Ulla Hahn. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ulla Hahn. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018





Sou suspeita de silêncio:
 Há semanas que calo as minhas
 palavras no botão de uma rosa 







Ulla Hahn
 (Foto de Anna O)

quinta-feira, 6 de abril de 2017

de um poema




Não tenho medo de sofás vazios
 ficam na sala da minha lembrança
 como adereços de uma vida acabada 
 Desde que te esqueci revive a esperança 

 Agora tenho outro à porta em certos dias
 Deixo-o entrar levo-o para a minha cama
 e passo-lhe a mão pelos cabelos 
 como tu me fazias 

 Gosto de ti como de um quadro de um poema
 que o tempo torna nossos pessoais 
 Fazes parte de mim e tudo o mais
 já está esquecido. Longe e acabado como tu. 






 Ulla Hahn
 (Foto de Nishe)

segunda-feira, 3 de outubro de 2016




Cobriste-me de nudez o corpo nu quando tive frio 
envolveste-me em frieza quando fiquei cansada
 serviste-te do meu sono 
 Saciaste a minha fome com fome mataste com sede a minha sede
 Quando o telefone toca e ninguém diz nada és tu do outro lado 







 Ulla Hahn

sexta-feira, 30 de setembro de 2016




Em silêncio te vestiste 
em silêncio uma vez mais
 ternamente mentiste 
Em silêncio fechaste o portão 

 Em silêncio ajeitaste o coração 






 Ulla Hahn

segunda-feira, 7 de setembro de 2015




Da fossa dos teus anos te tirei do lameiro 
 e mergulhei-te nas águas do meu Verão
 lambi-te mãos cabelo corpo inteiro
 jurei ser minha e tua até mais não. 
 Tu deste-me a volta. Gravaste a fogo brando
 a tua marca na minha pele fina. 
 Renunciei a mim. E eis senão quando
 me começo a afastar da minha sina 
 e de mim própria. A princípio ainda a recordação
 um belo resto chamando por mim. 
 Mas nessa altura estava já dentro de ti
 de mim escondida. Bem me escondeste então. 
 Perdi-me toda em ti, de mim nem cheiro: 
 e então cuspiste-me de corpo inteiro 






 Ulla Hahn

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Conhecimento


Sou eu a única que tem medo de mim
sei que de mim ninguém vai libertar-me.





Ulla Hahn

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Da Solidão




Gostava de estar sempre ao pé de ti
mas nunca estou mais perto do que quero
do que longe de ti quando a ti te desejo.
De dia embrulho-te num vestido escuro
para olhos estranhos me verem.
Quero ser sombra se tu estiveres ausente
tal como tu és sombra ao pé de mim.
desde que te amo estou só completamente.


Ulla Hahn