quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Uma palavra


Havia
uma palavra
no escuro.
Minúscula. Ignorada.
Martelava no escuro.
Martelava
no chão da água.
Do fundo do tempo,
martelava.
Contra o muro.
Uma palavra.
No escuro.
Que me chamava.




Eugénio de Andrade

domingo, 3 de novembro de 2013

Sabes ?


adormecemos juntos acordamos
apartados
disputamos os lençóis como quem
puxa a razão para si
a quantos beijos estamos hoje de distância?




João Luís Barreto Guimarães