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sexta-feira, 18 de agosto de 2017




Chegou o intervalo e a história não acaba.
 Acabou o poema e a vida ainda não chega. 






 Armando Silva Carvalho

sábado, 29 de julho de 2017

é sempre a mesma voz que não perdoa




Eu vi o sobressalto. 
Nesse bosque de lâminas e luvas
 tocaste cada coisa como
 um grito. 

 E amaste a minha boca
 como quem corta
 os pulsos ao silêncio. 

 Se o vento te derrama 
entre folhas e cinza 
é sempre a mesma voz que não perdoa

 a mesma lei

 o mesmo labirinto 






 Armando da Silva Carvalho

segunda-feira, 19 de junho de 2017

labirinto




Eu vi o sobressalto. 
Nesse bosque de lâminas e luvas
 tocaste cada coisa como
 um grito.

 E amaste a minha boca
 como quem corta
 os pulsos ao silêncio. 

 Se o vento te derrama 
entre folhas e cinza 
é sempre a mesma voz que não perdoa

 a mesma lei 
 o mesmo labirinto. 







 Armando da Silva Carvalho
 (Foto de Mariam Sitchinava)

quinta-feira, 1 de junho de 2017

o que foi passado a limpo




Que peso tem agora a dor nessa balança 
 cujo fiel nem tu consegues
 acertar?






 Armando Silva Carvalho
 (Foto de Katia Chausheva)

sexta-feira, 21 de abril de 2017

palavra por palavra




Nestas tardes de meia-idade e muita fábula
 a mentira é um jogo 
 e a calma
 uma segunda natureza em andamento. 
 Devemos pois pisar o escorpião
 que nos invade
 a sala com a voz aclimatada 
 às suas venenosas pinças telefónicas. 
 E em sossego destruir pena por pena 
 o pássaro do desejo. 
 E depois o sexo - palavra por palavra 







 Armando Silva Carvalho
 (Foto de Ezgi Polat)