Mostrar mensagens com a etiqueta Inês Pedrosa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Inês Pedrosa. Mostrar todas as mensagens

sábado, 15 de abril de 2023

o amante





Posso ter inventado tudo, menos o fulgor perfeito
 dos nossos corpos juntos. 
Uma vida inteira não basta para apagar da pele
 o peso magnifico desse fulgor 
Só sexo, disseram- me as amigas intimas,
 quando eu chorava com elas a saudade do êxtase.
 Só sexo, fogo e palha,talvez tenham razão. 
Mas é disso que trata a vida, a minha vida: Só sexo. 
Contigo. 





 Inês Pedrosa

sexta-feira, 1 de abril de 2022

mentiras




Diz-me que me amas, diz só uma vez.
 Mesmo que seja mentira, diz-me. 
Só para eu guardar o som da tua voz a dizer essa palavra. 





 


Inês Pedrosa

segunda-feira, 13 de março de 2017

fazes-me falta



A vida consiste nisso mesmo: em que nos usemos, da melhor maneira que pudermos. 
 Usei-te eu como devia? 
 Porque me sobras tanto, ainda?







 Inês Pedrosa

quarta-feira, 18 de maio de 2016




Todas as noites me acaricio
 com os teus dedos,
 fecho os olhos e sugo os teus dedos 
sob o contorno dos meus
 e conduzo-te pelo meu corpo 
como tu me conduzias. 






 Inês Pedrosa
 (Foto de Ezgi Polat)

domingo, 9 de dezembro de 2012

Memória da pele


Não há memória mais terrível do que a da pele.
A cabeça pensa que esquece,
  o coração sente que passou,
mas a pele arde, invulnerável ao tempo.


  Inês Pedrosa

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Gosto..


Gosto do arrepio da tua língua na minha nuca,
Gosto que me digas quero mais
Quando creio já te ter dado tudo...


Inês Pedrosa

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Viradas a sul


E a minha alma tem agora amplas janelas, viradas a sul, com vista para o lago dos teus olhos.


Inês Pedrosa

terça-feira, 21 de julho de 2009

Dias estranhos



 Comecei a desaparecer no dia em que os meus olhos se afundaram nos teus.
Agora que os teus olhos se fecharam sei que não voltarás a devolver-me os meus.


Inês Pedrosa

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Fazes-me falta

"Porque te escolho, neste sussurro sem retorno?
Porque te quero no meu sono, se iluminaste sobretudo o que não fui?
(...) Arrumar os amores, é a primeira regra da vida - saber arquivá-los, entendê-los, contá-los, esquecê-los.
Mas ninguém nos diz como se sobrevive ao murchar de um sentimento que não murcha. (...) quando o amor nasce protegido da erosão do corpo,
apenas perfume, contorno, coreografado em redor dos arco-íris
dessa animada esperança a que chamamos alma
- porque se esfuma?
Como é que, de um dia para o outro, a tua voz deixou de me procurar,
e eu deixei que a minha vida dispensasse o espelho da tua?(...)
Em que dia me abandonaste?
Em que palavra a minha voz se partiu?
Que sombra se abriu por dentro dos teus olhos para despedaçar a minha imagem?
Foi sem querer.
Se deixei de te comover, de te divertir, de te inspirar, meu querido, foi sem querer.
(...) Foi sem querer que se calhar não fui mesmo capaz..."


Inês Pedrosa, in Fazes-me Falta