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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Dos dias


Em minha casa reina o equilíbrio:
a gata desarruma e desarruma
eu arrumo e arrumo de novo
a minha filha mantém-se neutra




Luís Ene (ENE COISAS)

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Escrevo-me





No centro da folha
escrevo o poema.

No centro do poema
escrevo-me a mim.



Luís Ene (ENE COISAS)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Noites Assim

Despe-me
ou deixa que eu me dispa
e depois veste-me
pouco a pouco
de carícias

Luís Ene

domingo, 10 de outubro de 2010

Assim

Consegues imaginar o céu sem o azul ?
É assim que me faltas







Luis Ene

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Talvez



Gostava que me telefonasses
marcasses encontro comigo
me passasses os dedos pelo cabelo
beijasses de leve os meus lábios
e risses dos meus olhos abertos
de espanto e de satisfação

por isso escrevi este poema
para que (talvez) o escutasses
para que (talvez) acontecesse
Luís Ene

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Silêncio



Há perguntas a que só nós mesmos podemos responder
E não existem respostas certas ou erradas
Apenas respostas
Sabemos que assim é quando ficamos calados
As perguntas à espera de respostas
E nós à espera de palavras que digam o que não conseguimos dizer




Luís Ene

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Fugas


Aprendi a abandonar-me por completo, e ficar a ver-me, como uma imagem que tivesse fugido de um espelho mas o levasse comigo no bolso mais interior.
É uma prática esquisita e perigosa, sei-o muito bem, mas não conheço melhor forma de viver

Luis Ene

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Casos perdidos

Uma rapariga tem sempre de ter algo a que entregar o seu coração, e a rapariga que chamo a estas linhas é nisso igual às outras. O que lhe aconteceu e a torna diferente é que amou perdidamente, e até tal ponto o fez que perdeu o coração e não mais o encontrou. Na verdade ainda hoje o procura, e não vê a hora de o reaver e poder amar de novo. É que uma rapariga sem coração é sempre, mas sempre, um caso perdido.

Luis Ene