Luís Miguel Nava
Acordo sem o contorno do teu rosto na minha almofada, sem o teu peito liso e claro como um dia de vento, e começo a erguer a madrugada apenas com as duas mãos que me deixaste, hesitante nos gestos, porque os meus olhos partiram nos teus
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terça-feira, 18 de janeiro de 2022
domingo, 26 de abril de 2020
domingo, 19 de maio de 2019
a dança dos erros
Foto de Sonia Silva
Dancei num matadouro, como se o sangue de todos os animais que à minha volta
pendiam degolados fosse o meu.
Dancei até que em mim houvesse espaço para um poema de que todas as imagens
depois fossem desertando
Luis Miguel Nava
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
Cegueira
Um traço agudo e anónimo, apesar
de nela o coração fazer publicidade,
não dá
da pele a exacta dimensão.
Qualquer de nós o sabe, ao exibirmos
as correias que prendem ao destino o coração
sentimos
romper-se a pele sob a cegueira dos tecidos.
Luís Miguel Nava
sábado, 9 de março de 2013
sábado, 23 de fevereiro de 2013
domingo, 1 de julho de 2012
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
terça-feira, 6 de abril de 2010
espelhos
persistem sob a pele, onde a memória os move.
Tacteiam, impolutos. Tantas vezes
o suor os traz consigo da memória,
que não tenho na pele poro através
do qual eles não procurem sair quando transpiro.
A pele é o espelho da memória.
Luís Miguel Nava
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Estas palavras
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