Mostrar mensagens com a etiqueta Luis Miguel Nava. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Luis Miguel Nava. Mostrar todas as mensagens

domingo, 26 de abril de 2020

a pele é o espelho da memória



Os dedos com que me tocou
 persistem sob a pele, onde a memória os move






 Luís Miguel Nava

domingo, 19 de maio de 2019

a dança dos erros



Foto de Sonia Silva

Dancei num matadouro, como se o sangue de todos os animais que à minha volta
 pendiam degolados fosse o meu. 
Dancei até que em mim houvesse espaço para um poema de que todas as imagens 
depois fossem desertando 






 Luis Miguel Nava

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Cegueira



Um traço agudo e anónimo, apesar
 de nela o coração fazer publicidade,
 não dá
 da pele a exacta dimensão. 
 Qualquer de nós o sabe, ao exibirmos
 as correias que prendem ao destino o coração
 sentimos 
romper-se a pele sob a cegueira dos tecidos.





 Luís Miguel Nava

domingo, 1 de julho de 2012

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

terça-feira, 6 de abril de 2010

espelhos



Os dedos com que me tocou
persistem sob a pele, onde a memória os move.
Tacteiam, impolutos. Tantas vezes
o suor os traz consigo da memória,
que não tenho na pele poro através
do qual eles não procurem sair quando transpiro.
A pele é o espelho da memória.




Luís Miguel Nava

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Estas palavras


Quem como eu traz desfraldado o coração
sabe o que querem dizer estas palavras.


A pele serve de céu ao coração.







Luís Miguel Nava