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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

terça-feira, 1 de novembro de 2016

sábado, 3 de setembro de 2016

cai sete vezes




minha primeira queda
 não abriu o para-quedas

daí passei feito uma pedra
 pra minha segunda queda 

da segunda à terceira queda
 foi um pulo que é uma seda 

nisso uma quinta queda
 pega a quarta e arremeda

na sexta continuei caindo 
agora com licença
 mais um abismo vem vindo 







 Paulo Leminski

sábado, 14 de fevereiro de 2015




O amor, esse sufoco, agora a pouco era muito,
 agora, apenas um sopro




 Paulo Leminski

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Morrer de vez em quando


Já me matei faz muito tempo
 me matei quando o tempo era escasso
 e o que havia entre o tempo e o espaço
 era o de sempre
 nunca mesmo o sempre passo
 morrer faz bem à vista e ao baço
 melhora o ritmo do pulso
 e clareia a alma

 morrer de vez em quando
 é a única coisa que me acalma. 





 Paulo Leminski
 (Foto de Laura Makabresku)

terça-feira, 29 de abril de 2014

domingo, 23 de março de 2014

terça-feira, 11 de março de 2014

Por nada


Escrevo. E pronto.
 Escrevo porque preciso,
 preciso porque estou tonto.
 Ninguém tem nada com isso.
 Escrevo porque amanhece,
 E as estrelas lá no céu
 Lembram letras no papel,
 Quando o poema me anoitece. 
A aranha tece teias. 
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas. 
Tem que ter por quê? 





 Paulo Leminski

quinta-feira, 5 de setembro de 2013