Acordo sem o contorno do teu rosto na minha almofada, sem o teu peito liso e claro como um dia de vento, e começo a erguer a madrugada apenas com as duas mãos que me deixaste, hesitante nos gestos, porque os meus olhos partiram nos teus
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sábado, 13 de outubro de 2018
segunda-feira, 1 de janeiro de 2018
quarta-feira, 13 de setembro de 2017
sexta-feira, 14 de abril de 2017
sábado, 3 de setembro de 2016
cai sete vezes
minha primeira queda
não abriu o para-quedas
daí passei feito uma pedra
pra minha segunda queda
da segunda à terceira queda
foi um pulo que é uma seda
nisso uma quinta queda
pega a quarta e arremeda
na sexta continuei caindo
agora com licença
mais um abismo vem vindo
Paulo Leminski
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 28 de maio de 2014
Morrer de vez em quando
Já me matei faz muito tempo
me matei quando o tempo era escasso
e o que havia entre o tempo e o espaço
era o de sempre
nunca mesmo o sempre passo
morrer faz bem à vista e ao baço
melhora o ritmo do pulso
e clareia a alma
morrer de vez em quando
é a única coisa que me acalma.
Paulo Leminski
(Foto de Laura Makabresku)
terça-feira, 29 de abril de 2014
domingo, 23 de março de 2014
terça-feira, 11 de março de 2014
Por nada
Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?
Paulo Leminski
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
domingo, 29 de julho de 2012
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