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quinta-feira, 15 de junho de 2017

tenho errado menos as quedas




quando a última palavra se fechou alguém deve ter apertado
 o gatilho porque o corpo deixou-se ir ao chão despedaçado. 
 permaneceu intacta uma cadeira vazia e foi demasiado. 
 é verdade que tenho errado menos as quedas com que te
 persigo mas a fragilidade é apenas uma distracção do corpo. 
 quem é inteiro não cai.







 Pedro Jordão

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

sábado, 4 de junho de 2011

Noites perdidas


Quando cheguei a casa as minhas mãos traziam ainda o teu cheiro.

a minha boca abandonada na segunda metade de um beijo

mastigava palavras que te amariam se as deixasses pousar-te na pele.

Não quis adormecer para não ter de acordar sem ti mas acordei.


E a manhã é um silêncio

E o teu toque uma mentira.


Pedro Jordão

domingo, 20 de março de 2011

quarta-feira, 2 de março de 2011

Aposto

O meu coração tem muitos quartos despidos de tão vazios nada lá cabe. Durmo todas as noites num quarto diferente procurando-te ou fugindo-te não decidi ainda. Um dia escondi-me atrás dos batimentos no teu peito e pensando-me ausente partiste. Agora divido-me por essas noites e pelos dias nos quartos cheios de velharias.
Aposto que estás algures nos corredores.
Pedro Jordão

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Silêncio




É suposto existir na noite um regresso
e no regresso
o silêncio dos teus braços
pelos meus adentro

Pedro Jordão

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Por vezes


Algumas portas fecham-se ao mesmo tempo que se fecham os corações.
Alguns ficam entalados.





Pedro Jordão

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Nega-me


Contradiz-me.
vá, nega a minha verdade,
convence-me de que há algo que te impregna mais a pele,
que se demora mais em ti.





Pedro Jordão

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Do vazio


O passado trazemo-lo na pele e não nos bolsos do casaco por isso entende
não adianta pendurá-lo deixá-lo para trás.
perdes tempo quando foges.
perdes os passos que me cabiam nos braços para alcançares nada.
pelo meio desarrumaste-me os dedos e tudo o que escrevo sai-me trocado.
ainda há pouco desenhei uma saudade onde se escreve uma cadeira vazia.
Pedro Jordão