sexta-feira, 22 de julho de 2011

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Nós que não desatam





Quando um dia tu partiste a ti jurei


De olhos postos nesse espelho a que me vi


Que ninguém me há-de ver triste e então pintei


Os meus lábios de vermelho para ti


João Monge ( a lua de Maria Sem )

Juro





Mas sente agora a minha crueldade sem defesa, porque to confesso e confesso em verdade e com verdade: se de alguma coisa tive medo foi do teu riso trémulo e poroso como um desmaio, do recorte dos ombros, da tua camisola verde - de um poema de Byron.
E, sobretudo, sim, da tua grande, da tua imensa tristeza.
E só por isso me doeu o deserto que te (e me) arrastava; tantas as mágoas, as afinidades, as cumplicidades.
Porque nós somos únicos e raros.
Juro.


Eduarda Chiote

sábado, 16 de julho de 2011

Dias assim





O bolso cheio de pedras, mas os rios todos secos.
Há dias em que até afundar é impossivel


Eduardo Baszczyn