sábado, 14 de fevereiro de 2015




O amor, esse sufoco, agora a pouco era muito,
 agora, apenas um sopro




 Paulo Leminski

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015




Faz-te forte. Hoje é preciso fingir. 
 Não te mostres, nem mesmo ao simpático desconhecido. 
 Mantém-te alerta ou cometes os mesmos erros na forma idêntica. 
Agarra-te bem. Como na montanha russa.
 Nunca se sabe quantas quedas tem a viagem. 
 Tem pressa em ser amanhã. É lá que habita a nudez. 
 E todas as coisas puras que existem, não em ti, não desta maneira. 
 Limpa a imundície. Sobretudo, entre os olhos e a boca. O lugar escuro; do medo.
 Preenche esse espaço com compotas e mel. E não fiques à espera. 
 Alguma língua há-de descobrir-te o rasto. 




 Cláudia Lucas Chéu
(Foto de Laura Makabresku)

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015




acordar. ouvir Galliano. acariciar os gatos e reclamar do frio 
um dia hei-de esquecer-me de ti




Ana P

domingo, 8 de fevereiro de 2015




todo o amor do mundo não foi suficiente porque o amor nao serve de nada. ficaram só
 os papéis e a tristeza, ficou só a amargura e a a cinza dos cigarros e da morte. 
 os domingos e as noites que passámos a fazer planos não foram suficientes e foram
 demasiados porque hoje são como sangue no teu rosto, são como lágrimas. 
 sei que nos amámos muito e um dia, quando já não te encontrar em cada instante, em cada hora,
 não irei negar isso. não irei negar nunca que te amei. nem mesmo quando estiver deitado,
 nu, sobre os lençóis de outra e ela me obrigar a dizer que a amo antes de a foder. 





 José Luis Peixoto