terça-feira, 27 de setembro de 2016

segunda-feira, 26 de setembro de 2016




Morre-se de tanta coisa 
Quanto a mim morro-me de ausência
 morro-me com todo este céu a cair-me por entre os dedos; 
pedacinhos de memória pendurados 
morro-me também 
da melancolia 
quando tu, sem eu saber porquê, 
nem te aproximas nem acenas
 ah sim, também se morre de silêncio 






 Victor Oliveira Mateus
 (Foto de Ezgi Polat)

sábado, 24 de setembro de 2016




- gritei?
 - não te ouviste?
 - ouvi alguém gritar. 
- eras tu. 






 Rui Nunes
 (Foto de Natalia Drepina)

sexta-feira, 23 de setembro de 2016




o silêncio é o único cúmplice das palavras que mentem
 eu sei 
comemos a lucidez do asfalto
 mudámos de morada sempre que foi preciso recomeçar 
vivíamos como nómadas sem nunca nos habituarmos à cidade 
mas nada disto chegou para nos entendermos 
o tempo transformou-se num relógio de argila
 tudo esqueci dessas derivas 






 Al Berto