sábado, 16 de julho de 2016




Sou fiel ao ardor, 
amo esta espécie de verão
 que de longe me vem morrer às mãos, 
e juro que ao fazer da palavra 
morada do silêncio 
não há outra razão 






 Eugénio de Andrade
 (Foto de Ezgi Polat)